Resenha: The heart of betrayal da Mary E. Pearson


Autora: Mary E. Pearson   |    Páginas: 395 |  Ano: 2016  |   Editora: DarkSide |  Skoob

Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
    Essa resenha apresenta spoilers de The kiss of deception, leia a resenha do primeiro livro aqui  

The heart of Betrayal é a aguardada continuação de The kiss of deception, um livro que eu adorei, e recomendei para todos. Nesse volume iremos saber o que aconteceu após o último ponto final do anterior, então o leitor já sabe que Kaden é o assassino que foi enviado para matar Lia e Rafe, o príncipe de Dalbreck, o qual ela se recusou a casar, por não conhecer e cansar de ser apenas um joguete do seu pai

Lia está em Venda, Rafe foi falar com o Komizar, se passando por um emissário do príncipe, diz que o Rei está com a saúde precária e assim que o herdeiro assumisse o trono iria formar uma aliança com o reino de Venda. Desconfiado, o Komizar permite que ele fique lá, e como Kaden disse que Lia tinha o dom, ela também fica no reino, pois acham que o dom pode servir a favor de Venda. 

''Sei que seus sentimentos em relação a mim podem ter mudado.''

 E durante a trama iremos conhecer mais sobre Venda, Gaudrel e Morrigan. Rafe está torcendo para que seus amigos cheguem logo e os tirem daquele reino, mas a própria Lia fica desacreditada, e sabe que terá que ser paciente para cumprir seu objetivo. Estratégias políticas estarão acontecendo, e o leitor terá que lidar com o fato de que até um assassino tem coração e passado. 

Temos amplos pontos de vista. Lia narra seus dias naquele lugar temeroso, sua relação com as pessoas dali e também sobre suas mais novas descobertas, a maior parte do livro é narrada por ela. Kaden também aparece narrando, o que balançou ainda mais o coração dos leitores, já que iremos saber sobre ele mais profundamente e perceber que por trás da máscara de cidadão cruel ele esconde sentimentos e motivações, alám do seu passado que aos poucos vai se revelando e mudando o rumo da estória. Rafe também está preso em Venda, e conta como é difícil fingir que não teve nada com Lia para não brocharem especulações sobre os dois e desconfianças. Pauline também narra, e posso dizer que um dos capítulos que mais me deixou intrigada foi narrado por ela

''As palavras de Lia no campo de batalha haviam ecoado pela minha cabeça desde o dia em que ela as proferira... para todo o sempre... e, pela primeira vez, eu estava começando a entender o quão longe era isso''
As marcas da guerra estão cada vez mais marcantes, e como o livro se passa em Venda conseguimos ver como esse lugar é cruel. Lá as crianças não são tratadas com mais delicadeza, é só elas fazerem algo sem permissão que isso pode as levar a morte. Nesse reino eles não tem dó nem piedade, conhecemos a verdade nua e crua. O Komizar é um personagem que foi explorado, ele ganhou esse título por matar o último que assumiu esse cargo, e agora governa Venda, e conseguimos perceber que ele tenta levar esperança a todos, para que isso os alimente, já que o alimento é escasso, e esse reino passa por muitas dificuldades econômicas. 

Mary E. Pearson tem uma narrativa que a tornou uma das minhas escritores favoritas, com uma escrita fluida, descrições longas mas precisas, ela consegue nos inserir no cenário do livro, o que pode ser perigoso, já que tudo é tão bem construído que sempre falta alguma peça no quebra-cabeça que é esse universo. Sinto que ela quis mostrar seu potencial em causar tensão nos personagens, pois nesse livro, mesmo sem muita ação conseguimos ficar na adrenalina em muitos momentos. Ela conseguiu criar personagens secundários conquistadores e todos possuem segredos importantes.

''Princesa, este é o meu reino, não o seu. E tenho maneiras de fazer você falar''- Komizar
A fantasia se torna um ponto forte, os cenários são detalhados e por isso conseguimos imagina-los enquanto lemos. O triângulo amoroso foi melhor do que no anterior, nesse conseguimos realmente ter dúvidas, o que reforçou os dois tipos de leitores: os que apoiam o Kaden e os que apoiam o Rafe. Eu fiquei muito dividida, Kaden está mantendo Lia naquele lugar, e já avisou que Venda vem sempre em primeiro lugar, mas ele tem um coração e tanto. Rafe foi tão carinhoso com Lia o livro todo, que me fez enxergar seu lado na história. Em meio a tantas dúvidas sobre minha própria escolha, eu quero que ela termine com o Rafe.

Lia continua forte e determinada. Ela ficou bem dividida, mas com as circunstâncias que a autora colocou para que ela passasse não é uma surpresa saber que ela iria passar por isto. O interessante é acompanhar ela deixando de ser alguém com certa importância para se tornar apenas uma prisioneira. Consegui aprender que seu exército pode ser o mais forte, mas nem a lâmina mais afiada consegue desmoronar essa personagem tão confiante, que enquanto estiver viva não irá deixar ninguém a desvalorizar sem propósito.

''Eu vou tirar nós dois dessa''

A edição está linda, a capa tem um efeito maravilhoso. Meu exemplar veio com um marcador, que de um lado tem a capa de KoD e do outro a de HoB. A fita do livro é vermelha. Infelizmente encontrei erros de revisão, mas a diagramação colabora para que a leitura seja fluida.


Essa é uma das minhas séries favoritas, descobrir quem era o príncipe e quem era o assassino não foi a única sacada da autora, temos muito jogo político, e uma trama que pode comover os corações mais fracos, muita adrenalina e descobertas, o que me fez querer logo o terceiro volume. Super recomendo, a série tem muito conteúdo a ser explorado, o universo é expandido e os personagens bem construídos.


''Acabou-se, Princesa. Consegue entender?''

8 on 8:Livros que te lembre o Natal


Olá queridos, 
como podem ver o 8 on 8 deste mês está em clima de Natal. Como está é a última do ano, decidimos falar em livros que nos fazem lembrar está data. 

Então espero que gostem das minhas escolhas.

Ligações - Georgie Mccool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura.
Talvez sempre esteve em segundo plano.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo.
Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer…
Eu lembrei deste livro, por causa do amigo do Q, que no momento esqueci o nome :)
Esse seu amigo, tem os pais que são fissurados em Papais Noéis Negros. 
Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. 


Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.
Tem uma cena no livro, que Louisa está recebendo um presente de Natal de Will. Tenho certeza que vocês sabem de que cena estou falando...
 Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Tem uma cena no final do livro, que se passa no Natal. É uma fofura...
Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em Para todos os garotos que já amei, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em P.S.: Ainda amo você, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Foto: Melina Souza

Eu não tenho muitos livros relacionados a essa data comemorativa, mas eu li Deixe a Neve Cair. Que foi escrito por três autores Maureen Johnson, Lauren Myracle e John Green. E eu sempre lembro do Natal quando leio a sinopse. Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem , mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor. Mas os autores bestsellers John Green , Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três hilários e encantadores contos de amor , inteligados, com direto a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego.


A Probabilidade estatística do amor a primeira vista.

Bom, não lembrei de tirar foto deste livro, mas ele me lembra do natal. Mesmo não citando em nenhum momento a data no livro. Mas espero que entendam que nem todos os livros citam o Natal na história, e mesmo assim você recorda a data.

 A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.
Então, quem já não viu esse livro nas redes sociais?!
Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve — presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite —, vai se apaixonar por O' presente do meu grande amor'. Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa que você comemore o Natal, o ano-novo, o Chanucá ou o solstício de inverno.

Esse livro só me lembra em neve. E mesmo aqui no Brasil sendo Verão. Eu sempre tive um sonho do Natal chegando no inverno pra mim. E também porque a capa é branca feito neve e vermelha como o Papai Noel. Eu sei sou louquinha...

O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.
Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.
Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.


Os blogs participantes são:


 No Conforto dos Livros (Criador do 8 on 8)   Guerra dos Livros   Cantinho Cult     Meu Amor Pelos Livros     Banal Girl 


O cheiro de livros me dá as boas-vindas imediatamente e eu me sinto em casa. Pode me chamar de Alice, tenho 22 anos (com carinha de 15). Aqui você vai encontrar de tudo um pouco, porque sou uma estudante de publicidade eclética e hiperativa de 6h às 18h.





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